Pesquisar este blog

28 de jul. de 2014

Paçoquita cremosa

No começo deste mês, fotos de uma versão cremosa da Paçoquita bombaram nas redes sociais. Teve gente enlouquecida e já elevando às alturas seus índices glicêmicos, teve gente que não acreditou que era verdade (euzinho), e teve gente rabugenta dizendo que não devia ser nada além de uma pasta de amendoim comum.
Logo veio o comunicado oficial da marca (que soube fazer um marketing online fodido) dizendo que sim, it was happening: a Paçoquita Cremosa era de verdade. E não era uma pasta de amendoim qualquer: teria exatamente o sabor da paçoquinha de festa junina - só que cremosa.

Aí que começou a vender, e? Ninguém achava. Em lugar nenhum.

Eu encontrei hoje, por sorte, e vim correndo fazer resenha.

PAÇOQUITA CREMOSA

R$6,20 a embalagem de 180g 
(tirei a foto segurando para vocês verem que o pote é bem pequeno)
Para comer na bolacha...

Para fazer PC&J (Paçoquita Cremosa & Jam) Sandwich...

Ou para comer de colher. Todos nós sabemos que é assim que você vai comer, mesmo.

-
Tem a mesma cremosidade densa de uma pasta de amendoim, mas não é lisa - como você pode ver na foto. E, sim, tem exatamente o mesmo sabor da Paçoquita. Ou seja: é mais doce e mais saborosa que as pastas de amendoim comuns. Logo, é melhor! Vamos desde já começar a pensar em receitas de recheio de bolo, torta, e batida de amendoim (caso você seja resposta A no Teste de Macho)
Recomendo.

Photobucket

Ah! Claro, onde comprar! O Catraca Livre disponibilizou um mapa super útil de todos os lugares (por enquanto, só em São Paulo) onde você pode encontrar!
Aqui, ó! :D

16 de jul. de 2014

Receita: Mac N' Cheese

É impossível ir morar fora e não voltar com uma paixão culinária. E quando eu morei nos Estados Unidos, uma das coisas pelas quais eu mais me apaixonei lá foi o Macaroni and Cheese - popularmente conhecido como Mac N' Cheese. Lá ele é vendido em uma caixinha azul, que vem com macarrão para ser cozido e uma mistura em pó sabor queijo. Você cozinha, junta a mistura, adiciona manteiga e leite, e come uma das coisas mais cheias de sódio e gordura maravilhosas do mundo.

Acontece que, diferentemente de outras americanidades que se popularizaram no Brasil e não deveriam (alô, cupcake!), o Mac N' Cheese não é vendido por aqui. Ou seja? Fiquei sem. Só que não mesmo!

Não faz muito tempo eu resolvi tentar fazer em casa, e descobri que é mais fácil do que eu poderia imaginar. Tudo o que você precisa é:


 
 2 colheres de manteiga, 1/3 de xícara de leite integral, 
6 fatias de queijo tipo lanche sabor cheddar, 1 xícara de Macaroni
(e uma pitada de sal. Usada com MUITO cuidado)

Depois que o macarrão cozinhar (na água com sal e SEM ÓLEO), você o leva de volta pra panela, adiciona os outros ingredientes, acende o fogo baixo, e mistura até que o queijo e a manteiga derretam. THAT'S IT.

E fica assim. Cozinhar o leite, a manteiga e o queijo junto do macarrão resulta em um molho que já é feito envolto na massa!

E é claro que você pode ser criativo e juntar ao seu Mac N' Cheese: presunto, frango, noz moscada, ervilhas (sério, mesmo?), e até ele, o próprio:
Bacon.

Importante:
- Essa é a receita pra uma pessoa. Se quiser fazer para mais, multiplique a receita pelo número de pessoas
- Esse tipo de massa, "macaroni", não é comum por aqui, mas pode ser encontrado nos supermercados da rede Pão de Açúcar, da marca Casino. Mas você também pode usar fusili, spaghetti, ou parafuso (como na foto com o bacon).
- O queijo é aquele que vem embalado um a um (mas às vezes você pode encontrá-lo em bandejas). É o mais próximo que se chega de um cheddar de verdade que nós podemos encontrar no Brasil. Nem sonhe em tentar fazer com aquele mingau de maisena cor de laranja que vende por aí.
- Como quase tudo que vai leite, talvez você precise colocar um pouco mais, se achar que estiver faltando. Mas faça com cuidado. Você não quer um molho muito líquido, que fique todo no fundo do prato e se desprenda do macarrão.
- Preciso falar que é pra usar MANTEIGA e não MARGARINA? Não, né?

Fez? Gostou? Tem algum comentário? Me conta!


14 de mai. de 2014

La Churreria

Oh, não! Resenha de um lugar cujo nome termina em "eria"! A onda do gourmet-engana-trouxa-rico chegou ao blog? Ou será que a resenha descasca o lugar, exatamente por ser um gourmet-engana-trouxa-rico?

Calm the hell down.

La Churreria fica no Itaim-Bibi, e se diz ser um lugar onde você encontra autênticos churros espanhóis. Todos nós conhecemos os churros vendidos aqui no Brasil: eles são feitos de uma massa bem pastosa, frita, recheada com doce de leite e passada em açúcar e canela. Muitos devem saber, também, que churros são muito populares na comunidade latino-americana, principalmente no México. E não precisa ter doutorado em Cervantes pra saber que em cada lugar o churro deve ser diferente. Ou seja? Qual é que é a desse churro espanhol?

Ontem, depois de almoçarmos lá pelas bandas do Itaim, meu namorado sugeriu que experimentássemos a tal churreria espanhola, e algo me sugere que ele quer que eu continue burlando a minha dieta.
Ok, fomos até lá e, na lojinha bem pequena, fomos atendidos por uma moça muito simpática (que falou conosco num lindo espanhol com traços de português). Ela nos explicou o menu: existe o churro recheado - doce de leite, chocolate, e fim - ou a porção de quatro churros (longos) sem recheio, com um dip de recheio à parte. Optamos por dividir uma porção com dip. Vamos espanholar a coisa toda, não é mesmo?

Porção com 4 churros: R$7,50. Dip de doce de leite: R$3,50.
 
Os churros são fritos na hora. Acredito que isso deve atrasar um pouco a entrega do seu pedido (principalmente com casa cheia), mas quando se trata de churros, não há outra opção: ou é fresco, ou é duro e frio. Cada um deles é longo, crocante e macio. A massa não é muito diferente dos churros de rua (quando decentes).

O copinho, como pode-se ver na foto, não vem transbordando doce de leite, mas foi o bastante pra molhar os quatro churros. E é o doce de leite Viçosa, que na minha opinião é o melhor que o Brasil produz. Uma porção e um dip são mais do que suficiente para duas pessoas, e não fica nem um pouco caro (R$11 ao todo, ou R$5,50 pra cada um. Por dois churros molhados no melhor doce de leite que temos? Ah, plmdds né?). Ou seja: tudo excelente. Minha única crítica: deveria haver no menu uma bebida cremosa de chocolate para molhar os churros (chamada de submarino em muitos lugares).

Outras observações sobre a casa: música latina tocando o tempo todo, e água filtrada é cortesia (prática que o Mangiare também adotou, e todos os outros restaurantes do Brasil deveriam aderir).

Eu nunca estive na Espanha, e não conheço os churros do país. Mas quem já foi pra lá (que, de acordo com a timeline do meu Facebook, são todas as pessoas que eu conheço) pode dizer se é realmente autêntico. Porém, de acordo com o meu conhecimento, os churros da La Churreria são ótimos.

Portanto: recomendo fortemente. E se a resenha até aqui ainda não te deixou com vontade... 

...talvez esta foto deixe (por diferentes motivos).

La Churreria
Av. São Gabriel, 549, Itaim Bibi, São Paulo.
Telefone: 2619.2054

Photobucket

28 de fev. de 2014

Mr. Mill's - Cheese Dog Chilli

Algo que me fascina é como o cachorro quente muda de cultura pra cultura. Os alemães usam suas salsichas espetaculares em pãezinhos redondos, e frequentemente colocam chucrute junto. Aqui no Brasil o sanduíche virou carnaval, e vale colocar milho, ervilha, bacon, ovo de codorna e até passas (mas se os paulistas colocam purê de batata, opa - aí já é exagero). Mas encher um dog com whatevs não é exclusividade nossa. Os americanos cometeram exagero similar ao colocar chili e queijo no dog deles.

Chili (ou chili con carne), pra quem não sabe, é um cozido mexicano, feito com carne (dã), feijão, tomate, cominho, e muita pimenta. E pimenta das boas, que os sortudos dos mexicanos têm de sobra. Se um dia você tiver o desprazer de ir ao sul americano, recomendo fortemente que você salve a sua viagem comendo uma tigela de chili.

Mas voltando ao cachorro quente com chili: há tempos que um grande amigo meu me diz que eu deveria comer o Cheese Dog Chilli do Mr. Mill's, uma lanchon... ~hamburgueria~ que fica ali no Paraíso. E nesta última quarta-feira eu tive a chance de experimentá-lo. E me surpreender. MUITO. Vejam só:


Cheese Dog Chilli - R$14,90

Primeiro de tudo: esse foi o segundo dog que veio à minha mesa. O primeiro não tinha o... ahm... chili. Mas ok, pedi pra trocar e trocaram. E veio essa coisa interessantíssima que vocês podem ver na foto. Aquilo ali em cima parece chili, pra vocês? Nem pra mim. Daí eu vou lá e como (de garfo e faca, que o restaurante teve a audácia de trazer junto do lanche). E sinto gosto de molho de tomate industrializado (provavelmente da marca SóSódio®), sinto também muitos pedaços de cebola, um gosto muito forte de pimenta (das bem ruins), e até umas azeitonas. E a carne? Sei lá.

A carne e o feijão devem estar lá longe, junto da tal "qualidade". Eu poderia reclamar do tamanho minúsculo do sanduíche. Poderia rir na cara do restaurante por ter cortado duas salsichas - que até que são boas - ao meio e chamar isso de cachorro quente. Poderia criticar a falta de conhecimento da língua inglesa por colocar o nome "Cheese Dog Chilli", que, além da gramática no nome não fazer o menor sentido, erra feio na ortografia da palavra chili. É com um L só que se escreve isso que você não serve, meu caro Senhor Mill. Poderia também reclamar que o queijo não é cheddar. Mas, bem, não vou fazer nada disso. Vou apenas lamentar que eles sirvam essa piada em cima de um cachorro quente e chamem de chili. Digo, chamam de chiLLi. E cobram quase 15 conto por essa piada.

Chili tem que ter carne, meu Deus do céu! Tem que ter feijão! Tem que ter tomates frescos! Vocês TÊM carne e tomate, afinal trabalham com hambúrgueres (os quais eu não quero nem passar perto de experimentar, depois dessa). E feijão não é exatamente difícil de se encontrar aqui no Brasil, né? Sabe. Não pode ser tão impossível assim, conhecer o nome que vai pro cardápio superfaturado de vocês.

Puta merda, que coisa ruim.

Mr.Mill's
Rua Abílio Soares, 165. Paraíso, São Paulo - SP.
(11) 3052-1333

Desta vez, no lugar dos -417 ketchups que o MrMill's merece, coloco o nosso amigo HOT DOGE:


Such bad hot dog. Much Horrible. Wow... I mean, EW.


17 de fev. de 2014

Receita: Spaghetti alla Carbonara


 Enquanto eu estava escrevendo o último post eu inevitavelmente pensei na maravilha que é a carbonara, e como eu a conheço desde quando eu era criança e a minha mãe trouxe a receita um dia pra casa. Foi paixão à primeira garfada - o que não é difícil quando, no seu garfo, você tem macarrão+ovo+bacon+queijo. E então me veio a vontade de, depois de anos, fazer a receita e compartilhar a receita aqui no blog. Vam?

Ingredientes (sentido horário): 100g de pancetta (ou bacon, se você não encontrar pancetta), 350g de spaghetti grano duro, 2 dentes de alho inteiros, 50g de manteiga sem sal, 3 ovos, 100g de queijo pecorino, 2 colheres de queijo parmesão, pimenta do reino (o quanto baste).  
 
 Rale os queijos, bata os ovos com (pouco) sal e pimenta, esmague os dentes de alho com uma faca deitada e pique a pancetta. Cozinhe o spaghetti por 10 minutos, enquanto a pancetta frita junto ao alho. Derreta a manteiga em uma frigideira bem grande, e junte a pancetta e o alho (foto). Deixe cozinhando por 5 minutos em fogo médio. A este ponto, o alho já transmitiu sabor à manteiga, e você pode removê-lo.


 Usando um pegador, tire o spaghetti da água e imediatamente adicione à frigideira onde estão a pancetta e a manteiga (foto), sem se preocupar se um pouco de água pingar. NÃO dispense a água do macarrão, você vai precisar de parte da água depois, para deixar o resultado final mais cremoso.
Misture bem o spaghetti à manteiga e a pancetta, e então junte os ovos e 3/4 dos queijos (foto). Levante o spaghetti para que os ovos e o queijo se misturem bem, e então adicione meia concha da água que cozinhou a massa. Assim que estiver tudo misturado, adicione pimenta do reino a gosto, e está pronto para servir (com um pouco mais de queijo por cima, afinal queijo nunca é pouco).
Se na hora que a massa for servida ela estiver mais seca, adicione uma colher da água quente ao prato e misture bem. Este prato é maravilhosamente bem acompanhado de uma taça de Merlot.

Esta é uma adaptação de uma receita publicada na Good Food Magazine. Eis o link para a original.

10 de fev. de 2014

Mangiare - Pizza Carbonara

Ah, carbonara. Quem quer que tenha tido a ideia de juntar spaghetti + bacon + ovos + queijo + pimenta do reino merece um beijo. É de longe uma das melhores coisas que pode-se fazer com macarrão. E o que acontece com combinações assim tão boas? Elas migram para outros pratos.

O restaurante Mangiare, na Vila Leopoldina, é um lugar excelente por vários motivos. O ambiente é agradabilíssimo, o serviço é ótimo, eles te colocam quanto tiramisù você quiser no seu prato, eles mesmos produzem o pepperoni das pizzas, e adivinha? Eles fazem pizza de carbonara. Pois é, uns descarados.

 Pizza carbonara: ovo feito na lenha, pancetta, queijo fondente, pimenta do reino e raspas de limão  (pedi sem raspas de limão, porque oi, eu não sou obrigado)
R$45,00


Sobre as pizzas deles, em geral: mano, que coisa boa. Massa excelente (fina, macia E crocante), molho simples e de qualidade, que eu inclusive não reclamaria se tivesse vindo em maior quantidade*
Sobre essa pizza, especificamente: WOW. Eu já esperava uma bela duma pizza, mas olha... me surpreendeu. O queijo, pra começar, é maravilhoso. A pancetta é diferente do bacon-qualquer-coisa que as hamburguerias torram e enfiam no seu lanche. E, claro: O ovo. O senhor Queijo, o todo-poderoso, que me desculpe, mas o ovo é o protagonista aqui. Nunca subestime o poder que um ovo frito tem sobre os pratos. O sabor da gema meio cozida entra numa harmonia tão grande com a pancetta, o queijo e a pimenta, que eu não sei por que ninguém tinha pensado nisso antes. Uma pena que vêm só 3 ovos por pizza, e não uns 15.

Vão la. Peçam essa pizza. Experimentem com as raspas de limão, se quiserem. Vai que... né? Mas vão. Não se arrependerão.

Mangiare
Avenida Imperatriz Leopoldina, 681
Vila Leopoldina, São Paulo
(11) 3034-5074

Photobucket

*Tenho notado menos molho nas pizzas. A dona da Gioconda & Helenica me falou que os brasileiros estão querendo cada vez menos molho em suas pizzas, e que inclusive pedidos de pizza sem molho são cada vez mais frequentes. O que vocês acham disso? Me tuítem sobre isso, me facebookem sobre isso, ou apenas comentem aqui em baixo.

6 de fev. de 2014

Bar: Beer Bamboo


Tá mais do que na hora de voltar a avaliar lugares e não só pratos, né?
Sexta passada eu e uns amigos queríamos ir a um bar (sim, eu sei: só nós, ninguém mais). A Vila Mariana seria mais conveniente para uns deles, e eu joguei a região na pesquisa do Zomato. Com a facilidade do app pra se ter informações de cardápio e preços, escolhemos o Beer Bamboo. Fomos lá, loucos atrás de cerveja de garrafa e coxinha, e nos deparamos com uma agradável surpresa: se alguém na mesa faz check in no Foursquare, a mesa toda ganha desconto de 5%!

Primeiro: que cardápio legal. Preços ou honestos ou não mais caros que em outros lugares (alô, Veloso!), e opções bem das boas para se comer (fritas com parmesão, oi?). Mas queríamos coxinha, pedimos coxinha.

Coxinhas Beer Bamboo - R18,90

10 unidades. Tamanho bom para petisco. Sequinhas, crocantes, bem recheadas, recheio bem temperado, só poderia ser mais suculento. Mas olha, tá tão difícil uma coxinha boa por aí, e essa tá ó: uma delícia. Vai muito bem com uma garrafa da ótima cerveja Paulistânia (que está custando inacreditáveis R$7,90!).

Mojito Original - R$ 15,90

Daí mais tarde nós precisávamos celebrar o tal beijo que rolou na novela (não diga que somos ridículos, pois há relatos sobre pessoas comemorando o beijo como se fosse gol. Gol. Futebol. Argh.), e pedimos coquetéis. Eu tomei esse mojito, que estava ótimo mas bem que poderia estar mais gelado (pra esfriar a fumacinha saindo das minhas orelhas ao ouvir o garçon perguntando ao meu amigo, duas vezes, com que fruta e bebida ele queria a caipirinha dele).

No fim das contas, o Beer Bamboo é um bar pro qual eu voltaria fácil. Numa sexta à noite ele não estava lotado (chegamos às 20:30 e ainda havia mesas pro lado de fora!), o serviço é eficiente e simpático, o cardápio e ótimo, e os preços não são os piores da cidade. Além disso, fiquei sabendo que se você faz reserva para mais de 20 pessoas, eles te garantem o andar de cima inteiro! (obrigado, Karen!)

 Na próxima vez, vou mais abonado e exploro o cardápio de cervejas (e arrasto algum amigo que use o Foursquare, pra garantir o desconto).
  
Beer Bamboo
Rua Joaquim Távora, 895. Vila Mariana, São Paulo
(11) 3895-1565

Photobucket

30 de jan. de 2014

Paulista Burger - Queijo Azul

Devo dizer que já faz tempo (quase 6 anos, a idade do blog) que eu penso em escrever sobre algum desses hambúrgueres da moda. Eu o fiz uma vez e a resenha foi mais negativa do que positiva. Depois disso, nas vezes que eu fui a ~hamburguerias~ (sério, alguém proíbe, por lei, lugares de nome terminado em ERIA, pelo amor de Nigella Lawson?) não me deu vontade de escrever sobre, porque não só eu não achava nada de mais, como também eram todos iguais: um grandiosíssimo MEH com queijo no meio de um pão de hambúrguer da Seven Boys.

E eu estou falando de vários lugares que são os favoritos de toda uma galera: Osnir, Burger Lab, aquela coisa sem graça chamada Lanchonete da Cidade, o abominável The Fifties, entre muitos. Então por que eu estou escrevendo agora sobre uma hamburgueria? Porque essa, rapaz, olha... vou te falar uma coisa, viu.


O Paulista Burger fica na Rua Augusta, logo que você desce a Paulista sentido centro. Eu já tinha ouvido falar muito bem de lá desde que tinham aberto, o que não significou lá muito pra mim (visto que me falaram bem até do cupcake que vendem no Comedians (!!!). MAS, um dia, sem esperar muito, um amigo e eu fomos parar lá. Assim que eu vi "queijo azul" no cardápio, me lembrei do quão certeira costuma ser a combinação "carne bovina + gorgonzola" e, e pedi o sanduíche imediatamente. Devo, com dor no coração, dizer que da primeira vez o nosso pedido foi perdido no caminho à cozinha. Mas quando veio, veio isso aí que está na foto:

Um sanduíche grande. Com uma carne grande. Com um creme de gorgonzola. Com uma maionese sem essas de precisar ser verde pra ser boa. Com sangue escorrendo, porque pelo menos UM lugar neste país respeita o seu gosto quando você pede a carne mal passada.

Sério: delicioso. Grande. Excelente. Eu normalmente reclamaria do preço, aliás ainda acho bem caro, mas essa cidade tá tão carente de hambúrguer decente que eu estou disposto a voltar lá e pagar o mesmo valor por outro destes. Váriash vezesh.

Queijo Azul
R$25,00
Paulista Burger (Rua Augusta, 1499. 11-4564-5503)
Photobucket

PS-1: Eu também recomendo o lugar por ter, além de cerveja em garrafa de 600ml (adoro a exigência paulista/mineira por cerveja de garrafa), excelentes petiscos. Como a fabulosa mandioca cremosa, EM CUBOS! E, olha que louco: a casa não ostenta jukeboxes falsas e qualquer outra coisa que a deixe parecida com restaurantes americanos dos anos 50!
PS-2: Uma vez eu escrevi sobre a minha definição de o que é, ou o que deveria ser um hambúrguer. Qualquer dúvida, leiam.