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29 de set de 2009

Ótimo atendimento no Boteco São Bento

Eu sei que poucas vezes aqui eu avalio, ou sequer comento sobre o atendimento dos lugares. Às vezes elogio o serviço, às vezes digo que fui tão bem atendido quanto um sapato furado seria, mas a grande maioria das vezes o atendimento é mediano. Não é digno da Rainha Vitória, mas também não falta nada.

Porém, não é o mesmo que tem acontecido com quem vai ao Boteco São Bento, em São Paulo. O blog Resenha em Seis avaliou o lugar como "o pior lugar para se ir com os amigos, depois da Faixa de Gaza e do Acre". À primeira lida, a resenha parece ser até exagerada, mas ao ler os comentários que a própria gerência do lugar fez no blog, e de saber que eles estão processando o blog, dá pra entender o porquê de cada palavra que deixa o boteco no chão.

Meu, o cúmulo isso. Não é porque eu também tenho blog de resenha e tenho medo de processo. Mas é porque eu acredito numa coisa chamada liberdade de expressão. E em outra coisa chamada propaganda boca-a-boca. Que funciona melhor do que comercial milionário no intervalo do futebol. Então, se o lugar é caro, vende chopp quente, e tem atendimento péssimo, as pessoas têm mais é que indicar que ele não seja frequentado.

E na verdade eu comecei a achar que eles foram bonzinhos demais depois de ter visto um vídeo do mesma rede de botecos com participação do gerente.



Imaginem então como os funcionários são tratados.

...preciso dizer que estou do lado do blog ameaçado, e que não indico o Boteco São Bento nem pro meu pior inimigo (a.k.a. a pessoa que um dia me negar um pedaço de queijo)?

O que eu indico SIM é o Resenha em Seis. Ótimo blog de crítica, não só gastronômica. E aliás eles têm todo o meu apoio nesse caso.

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Falando em blog de crítica, o Eat N' Tell tá meio muito parado sim, mas estou trabalhando em mudanças e novidades pro blog. Aguardem!

6 de set de 2009

Mostra Nacional ZH Gastronomia

E terminou ontem a Mostra Nacional ZH Gastronomia no Shopping Iguatemi, aqui em Porto Alegre. O evento estava acontecendo desde o dia 2, e contou com exposição de diversas marcas, principalmente locais, do ramo enogastronômico. Além de palestras, aulas, workshops, e muita, mas muita degustação mesmo.

No tempo que eu fiquei lá ontem eu pude, além de comer bastante e beber idem, ter uma idéia de como anda cena gastronômica atual aqui no Rio Grande do Sul: em muita expansão. Os gaúchos estão contando cada vez mais com bons profissionais nos restaurantes e bares, resultado da explosão de cursos na área.

A estudante Adriane, 37, falou um pouco sobre a gastronomia brasileira. "Falta abrir mais o mercado interno, valorizar o que é nosso, as nossas riquezas". Ao ser perguntada sobre essas riquezas, Adriane afirmou que as maiores delas são as frutas e verduras do Brasil, e lembrou do feijão dentre as preparações. "Quando nós estudamos mais a fundo, descobrimos que nem todos os pratos típicos foram criados aqui mesmo, mas mesmo assim eu acho que o feijão se destaca", diz a aluna do quarto semestre do curso de Gastronomia da Unisinos.

No final do dia, assisti uma aula do chef Jefferson Rueda, do restaurante Pomodori, em São Paulo. O chef demonstrou como preparar alguns dos pratos que mais fazem sucesso em seu restaurante, que tem fortes raízes na culinária italiana: Aspargos grelhados com grana padano e ovo caipira, Spaghetti alla chitarra (usando com um utensílio tradicional para fazer spaghetti), e Merengue de frutas vermelhas e sorvete de mascarpone.

A parte ruim? Não houve degustação na aula. Porque sinceramente, sorvete de mascarpone é de chamar muita atenção.

As fotos do evento estão aqui .

3 de set de 2009

La Pasiva

Pausa pros engraçadões fazerem piada sobre o nome La Pasiva.



Então. La Pasiva é uma cadeia uruguaia de restaurantes. Cardápio focado, obviamente, na culinária do país. Portanto, lá encontra-se muita parrilla e tibitos. Par... who? Tibi.. what? Eu explico.

Vocês podem ouvir alguns menos informados dizerem que Parrilla é um tipo de churrasco que a galera faz na Argentina e no Uruguai. Errado. Parrilla define a forma de preparar carnes, jamais sendo espetadas, sobre uma enorme grelha (e o nome desta grelha é justamente parrilla). Isso nunca vai ser churrasco, pois no churrasco a carne é exposta diretamente ao fogo, em espetos ou sobre grades - este último método sendo usado em muitos lugares exclusivamente fora do Rio Grande do Sul.

E tibitos, pelo menos no La Pasiva, são basicamente sanduíches com filet mignon.

Tá, agora que a nomenclatura foi definida, vou falar hoje sobre uma parrilla apresentada no menu como sugestão do chef, e um outro dia sobre um tibito.

Maminha ao molho de mostarda com batatas ao creme
Q? Maminha parrillada, servida com molho de mostarda e acompanhada por batatas laminadas assadas, com molho a base de creme.
Quanto? R$17,90
Onde? La Pasiva

+ A quantidade de carne! Três fatias bem grandes e grossas. Sem contar que ela veio no ponto ideal, como nota-se na foto ali em baixo. O molho tem espessura excelente para carnes e tem sabor bem acentuado de mostarda. Vem até com alguns grãos de pimenta, pros chili addicts. E a batata ali... putz, ótima sob todos os aspectos! Não chega a ser uma batata ai funghi do Kappa, mas é no mesmo estilo - sem o funghi.

- O molho poderia ter um pouquinho mais de sal, já que ele está ali para agregar mais sabor às fatias grossas da carne. A batata veio numa porção muito pequena. E também, alguns pontos de decoração: mano, pra quê salpicar coloral nas bordas do prato? E aquele semi-ramo de salsa ali? Exagero, né?

Afinal, vale a pena? SIM! Mas um sim com muita força. Carne ser servida nessas quantidades é difícil encontrar (talvez no Outback), ainda mais nesse preço (jamais no Outback). E a carne é de qualidade e é extremamente bem preparada. Recomendo muito, muito mesmo.

Avaliação:
Photobucket

1 de set de 2009

Macaronni

Puxa, desde quando que eu não postava nada sobre massa aqui? Daí que já faz tempo que eu noto essa rede de massas fast-food nos restaurantes, e outro dia resolvi experimentar. Não faz o estilo Spoleto, que o cliente mete 10 mil ingredientes num molho e sai aquele conflito terrível de sabores. O cardápio aqui é fixo.

E o que mais me chamou a atenção foi ter visto a massa sendo preparada ali no balcão deles mesmo. Ótimo, mais um item pra analizar! Dentre o vasto cardápio deles eu escolhi um prato bem simples e que me pareceu BASTANTE apetitoso. Formaggio. Porque né... queijo. Até poderia experimentar o Fettucine ao Cheddar, mas particularmente naquele dia eu não estava lá muito afim de comer mingau de maisena com corante laranja.

Formaggio
Q?
Fettucine na manteiga ao molho de queijo com dois escalopes de filé na chapa. Bacon opcional, que eu não pedi.
Quanto? 13,90.
Onde?
Macaronni

+ Bom, a massa: ótima! Bem saborosa, e numa quantidade justa. O molho é feito com queijo branco, e me surpreendeu pelo sabor suave e bem característico. E a carne veio no ponto certo, nem precisei pedir.

- Primeiro, a quantidade de molho não fez jus à quantidade do macarrão. Pra comer um pouco de macarrão com quantidade significativa de molho, eu tive que comer muito macarrão sem nada. Nem mesmo sal. Segundo, tinha muita manteiga no fettucine. E terceiro, o molho é suave demais pra ser servido com uma carne grelhada assim. O sabor do molho é bem atropelado pelo da carne, e da manteiga em excesso. Isso porque eu pedi sem bacon.

Afinal, vale a pena? Eu sei que a resenha foi mais negativa do que positiva. Não é harmonizado corretamente, e a quantidade de molho é uma piada. Mas mano... que molho! Não é nada de outro mundo, mas é autêntico! Sabor bem delicado que lembra aquele queijo minas fresquinho. Então por conta do molho, e só do molho, merece os 4 ketchups da avaliação. Mas só hoje. Bora mudar a proteína do prato e colocar mais molho?

Avaliação:
Photobucket

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Ao fazer a votação para este post no twitter, o @Thiago_Cohen me lembrou deste vídeo que eu gravei com os culega quando eu morava nos EUA. Vale a pena dar uma olhada.
PS: Eu sou o sexto a falar.